Memórias do Bixiga

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A Feirinha de Antiguidades do Bixiga


Por Priscila Fonseca e Eloisa Mercuri

Desde 1982, todo domingo, na Praça Dom Orione, é realizada a Feira de Antiguidades do Bixiga. Diversos objetos antigos são vendidos por lá, desde móveis de época, LPs, roupas, revistas antigas, brinquedos e prataria. Ainda, é possível fazer trocas.

A repórter Eloisa Mercuri fez um passeio no local. Confira no vídeo e corre para lá!







Informações: O Bixiga fica entre as ruas Major Diogo, Avenida Nove de Julho, Rua Sílvia e Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no bairro da Bela Vista.  A feirinha fica na Praça Dom Orione, próxima das cantinas italianas.

Horário de funcionamento: Das 09:00 às 18h, somente nos domingos.

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Armandinho do Bixiga e sua história de amor pelo bairro


Por Eloisa Mercuri

Armando Puglisi nasceu em 1931, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Ele é o mais conhecido morador do bairro e foi o principal divulgador do Bixiga. Criou o já extinto Jornal do Bixiga, foi diretor e presidente da escola de samba Vai-Vai e desfilava todos os anos no Bloco dos Esfarrapados. Sua influência com políticos da época trouxe ao bairro a evolução, com capeamento, iluminação e geração de empregos.

Na casa em que nasceu, na Rua dos Ingleses, ele criou o Museu Memória do Bixiga. Todo o acervo foi doado pelos vizinhos e recolhido pelo próprio Armandinho. “Ele trabalhou pelo bairro”, diz Ângelo Pellegrino Neto, nascido e criado no Bixiga, e hoje responsável pelo museu. 

Para homenagem o seu criador, existe uma sala especial contando sua trajetória e seus maiores feitos. "Temos aqui o uniforme que ele usou quando era diretor da Vai-Vai, a boina que ele adorava usar e um exemplar do jornal que ele criou", diz Ângelo. O museu atualmente passa por uma revitalização.

Museu Memória do Bixiga (Crédito: Eloisa Mercuri)


O bolo de aniversário de São Paulo

Quem não conhece o famoso bolo de aniversário de São Paulo? Foi Armandinho que criou a tradição de comemorar a data com um bolo gigante, com um metro correspondente a cada ano que a cidade completava.  A ideia surgiu em 1985 e continua até hoje, na Rua 13 de Maio. Após a sua morte, em 1994, a tradição foi mantida. Todo ano, às 5 horas da manha o bolo começava a ser montado e só ficava pronto por volta das 11 horas. Após a celebração e os parabéns, o bolo era cortado e distribuído para a população. O doce era devorado em 20 segundos, por esse motivo, evento foi cancelado por alguns anos.

Porém, no dia 25 de janeiro, quando São Paulo completou 458 anos, o bairro voltou a repetir. No princípio, o bolo era uma junção de vários bolos retangulares, confeccionados pelos próprios moradores em suas casas e untados com o mesmo glacê para dar a impressão de um só. Unidos sobre mesas acreditava-se que tinha a extensão do número do aniversário da cidade.

Depois a coisa foi ficando cara e complicada. O bolo passou a ser feito em cozinha industrial, mas continuou provocando muita polêmica pela balburdia que acontecia no final do “parabéns para você…”, quando todos avançavam no bolo. Isso contribuiu para o recesso e o retorno mais “civilizado” do evento. 

Em 25 de janeiro de 2012, o bolo com o tamanho do aniversário da cidade ficou na imaginação. Os que foram ao Bixiga ganharam mini-bolos de pão-de-ló (de 300 gramas cada um), devidamente embalados, ofertados pelo Pastifício Renata, da cidade de Sumaré. Foram oito mil unidades.

Reportagem  do bolo, com Walter Taverna, grande amigo de Armandinho (Créditos: Eloisa Mercuri)

Walter Taverna, autoproclamado primeiro-ministro da “República do Bixiga” herdou de Armando Puglisi a responsabilidade pelo bolo. Foi o criador do hoje semi-abandonado "Museu de Memória do Bixiga". Eles foram muito amigos.

Taverna ainda continua morando no bairro, tem uma cantina, e realiza muitos projetos sociais na região.









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Por que um bairro afro italiano?


Por Priscila Fonseca


Apesar de ser considerado um bairro italiano, a presença dos negros para a construção cultural do Bixiga também teve uma grande importância.

O Bixiga é uma das mais importantes regiões onde se desenvolveu o samba paulista, e ainda abriga a Vai-Vai, única escola de samba que permanece ativa no centro da cidade.

O jornalista Márcio Sampaio de Castro, descendente de negros, escreveu  o livro "Bexiga: Um Bairro Afro-Italiano", onde é possível entender sobre esta presença cultural tão marcante na região:

  • No bairro, ocorreu o "fenômeno dos quilombos urbanos", pois nele vinham se esconder negros (que fugiam das casas de famílias brancas na cidade e das fazendas de café) durante o período da escravidão.
  •  Os imigrantes italianos, vindos principalmente da Calábria nos séculos 19 e 20, ocupavam as áreas mais altas, na época, conhecida como Morro dos Ingleses (onde não ocorriam enchentes). Já os negros se alocavam nas margens do Rio Saracura.
  • A área próxima ao rio Saracura (onde se localiza a escola de samba Vai-Vai) foi conhecida por um tempo como "Pequena África", devido à quantidade de negros que viviam ali. O batuque e o samba deles era motivo de repressão do Estado, pois a "polícia ali chegava quebrando os instrumentos musicais".
  • Uma das histórias contadas no livro aborda o nascimento da Pastoral Afro, na paróquia de Nossa Senhora de Achiropita.
  • Com o passar dos anos, muitos grupos de Capoeira surgiram na região, atualmente encontra-se os Quilombolas de Luz, e a Escola Zungu Capoeira. Também existem vários professores de capoeira que ministram aulas em ONGs e academias do bairro.




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Conheça 10 curiosidades sobre o Bixiga


Por Priscila Fonseca


Conhecido como o bairro italiano de São Paulo, o Bixiga apresenta diversas opções de lazer, tanto na parte cultural, como na gastronomia que é muito presente na região, com as belas cantinas italianas.

E para deixar você apaixonado pela região, o Memórias preparou 10 curiosidades. Confira:

1 - A ocupação oficial foi no ano de 1559;

2 - O nome Bixiga vem de Antônio "Bexiga", um homem que comprou a antiga chácara das Jabuticabeiras, que anos mais tarde, ficou conhecida como Chácara do Bexiga.

3 - A maior parte dos imigrantes italianos que se instalaram no Bixiga eram da região da Calábria na Itália;

4 - No Brasil está a maior colônia italiana fora da Itália, entre imigrantes e descendentes;

5 - No bairro, está o curioso Museu dos Óculos, com mais de 700 peças, que conta a história do acessório;

6 - A Escadaria “Dom Orione”, separa a parte alta, da baixa que interliga a diferentes pontos da região. Na década de 60, ela separava os ricos dos pobres, já que na parte de cima ficavam os grandes casarões, e na de baixo, as residências humildes. É tombada pelo Patrimônio Histórico do Município (PHM);

7 - A novela Dona Xepa, da Rede Record, foi gravada no Bixiga, assim como a atual “Amor à vida”, da Rede Globo.

8 - Todo domingo, acontece a tradicional Feirinha do Bixiga, na Praça Dom Orione. Uma feira para colecionadores, onde é possível encontrar discos, objetos raros, entre outras antiguidades;

9 - A atriz Laura Cardoso nasceu no bairro, no dia 13 de setembro de 1927. Filha, neta e bisneta de portugueses que moraram na região;

10 - O famoso cantor e compositor Guilherme Arantes também nasceu no bairro. Ele gravou um DVD ao vivo pela Sony Music, no Teatro Mars
 no velho Bixiga;
Escadaria Dom Orione, um dos pontos turísticos da região (Créditos: Priscila Fonseca)


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A Festa da Nossa Senhora Achiroppita


Por Eloisa Mercuri

Todo mês de agosto, há 87 anos a paróquia realiza a tradicional “Festa de Nossa Senhora Achiroppita” que gera lucros para a realização das obras. É uma bela festa com mais de 30 barracas de comidas típicas italianas, espalhadas pelas ruas ao redor da Igreja, com mais de 950 voluntários que se dispõem a trabalhar na festa que homenageia a padroeira do bairro.

(Créditos: Eloisa Mercuri)
(Créditos: Eloisa Mercuri)
Mais de 250 mil pessoas passam pelo Bixiga todos os finais de semana em que acontece a festa, isso faz girar a economia do bairro e todo o dinheiro é revertido para as obras da igreja, que praticamente compraram o quarteirão ao redor da paróquia, fazendo o bem e ajudando muitas pessoas.

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Bixiga: reduto da arte


Por Eloisa Mercuri

Querem assistir um espetáculo de qualidade em teatros históricos fundados por renomados artistas? Então venha para o Bixiga!  O Memórias preparou um guia especial. Vale a pena conferir!

O Teatro Bibi Ferreira
Bibi Ferreira, filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina Aida Izquierdo, foi homenageada tendo seu nome em um dos teatros mais renomados de São Paulo.
O local foi fundado na década de 30, e já acolheu em seus palcos artistas consagrados, como Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Paulo Autran, Marília Pera, Elis Regina, entre outros.  Ele está localizado há mais de 40 anos na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, número 931.
(Créditos: Eloisa Mercuri)

Ruth Escobar na vanguarda teatral
Ruth Escobar junto com a colônia portuguesa no ano de 1963 criou um grande complexo cultural de admirável e ampla arquitetura. Todos os grupos culturais queriam se apresentar no teatro, que na época era um dos mais luxuosos de São Paulo. 

A moderna dramaturgia brasileira se identificou definitivamente com os espetáculos: “Roda Viva” de Chico Buarque de Holanda, “Fabrica de Chocolates” de Mario Prata, “Romeu e Julieta” de Shakespeare, entre outros, que estão expostos na galeria de fotos dentro do teatro.  Quem visitar terá a oportunidade de ver de perto todo este acervo cultural.

Sérgio Cardoso e seus espetáculos de dança
O que falar do teatro Sérgio Cardoso que leva o nome desse magnífico ator?  O espaço foi inaugurado em 1980, e é um dos mais recentes do Bixiga, mas nem por isso com menos prestígio.
O próprio ator Sérgio Cardoso, Paulo Goulart, Antonio Fagundes, Claudia Raia, Drica Moraes, Dercy Gonçalves, entre vários outros artistas, passaram por lá. Com a inauguração da sala Carlos Magno Paschoal, grande e moderna, os espetáculos internacionais, como dança, shows e orquestras ganharam mais espaço.
Localizado na Rua Rui Barbosa, número 153, ele foi revitalizado por Mário Covas, e hoje é um dos principais espaços culturais do bairro, cheio de atrações para quem o visita. 
(Créditos: Eloisa Mercuri)

Teatro Raul Cortez
A Federação do Comercio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) fez uma homenagem ao autor Raul Cortez, consagrado nome da arte cênica. Seus personagens continuam na memória do público, e por esse motivo, o teatro leva o seu nome.
O espaço foi inaugurado em 2005. Localizado na Rua Dr. Plínio Barreto, número 285. Atualmente, a peça “Três dias de chuva” com direção de Jô Soares, e atuação dos atores Petrônio Contijio e Carolina Ferraz, está em cartaz.
Ainda, quem quiser rir muito, não pode deixar de prestigiar “Divórcio”, direção de Octávio Martins e grande elenco. Uma eletrizante comédia. Vale a pena conferir.
(Créditos: Eloisa Mercuri)

Teatro Cine Paramount
O Teatro Cine Paramount, na Brigadeiro Luiz Antônio , rebatizado como Abril e agora novamente renomeado como Renault , carrega uma marcante história cultural. Sua inauguração, no ano de 1929, registra o primeiro cinema sonoro da América Latina. Passaram por lá, estrelas internacionais como Nat King Cole e Maurice Chevalier.
Um incêndio fez com que as portas se fechassem durante anos, mas após um investimento de 10 bilhões de reais, o espaço reinaugurou suas atividades em grande estilo, com clássicos da Broadway como “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “Miss Saigon”, e o renomado” O Rei Leão”.
Foi neste teatro também, que em 1967, o cantor Sergio Ricardo, enquanto tentava apresentar Beto bom de Bola, foi vaiado. Enfurecido quebrou o violão e atirou o instrumento na plateia. Ainda, neste mesmo palco, em 1968, Tom Zé levaria o primeiro lugar com o “Festival São Paulo Meu Amor”. 
(Créditos: Eloisa Mercuri)


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Elis Regina & Adoniran Barbosa: Um samba no Bixiga


Por Priscila Fonseca

Em meio a efervescência cultural e musical que surgiu na década de 60, no Brasil, muitos programas fizeram história na Rede Record, e um deles, em especial, foi o “Fino da Bossa”, apresentado por Jair Rodrigues e Elis Regina.  Na época, a atração recebia grandes nomes da MPB.

Em 12 de julho, de 1965, o convidado foi Adoniran Barbosa. O sambista recebeu o convite da própria Elis. A histórica entrevista durou 10 minutos. O compositor divertiu a plateia, e especialmente a apresentadora, com as músicas “As Mariposas” e “Um Samba no Bixiga”. Ainda, durante o programa, a dupla cantou “Prova de Carinho” e “Bom dia tristeza”.

O áudio, encontrado no site da rádio Jovem Pan, pode ser ouvido logo abaixo.


Um dueto que entrou para a história

O bairro não poderia ser outro: Bixiga, e o ano? 1978. O encontro especial de Adoniran Barbosa com Elis Regina cantando as músicas “Iracema” e “Um samba no Bexiga”, alegraram a tarde de muitas pessoas que passavam pelas ruas da região.

Após a festa no Bar da Carmela, Adoniran levou Elis para conhecer as ruas do famoso bairro boêmio.

Confira no vídeo, o grande encontro.




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